Abrigos de Marília atendem cerca de 70 crianças e adolescentes
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013Em Marília (SP), existem quatro entidades, conhecidas como abrigos, onde moram atualmente cerca de 70 crianças e adolescentes.
Os abrigos são o destino de bebês, crianças e adolescentes, quando os pais não têm condições de criá-los por serem usuários de drogas ou por estarem presos. Um dos objetivos desse trabalho é deixar os locais o mais parecido possível com uma casa na cidade de Marília.
Foi o que aconteceu, por exemplo, com os sete filhos de uma mulher presa em Marília na semana passada. Com ela, foram encontrados cinco quilos de maconha divididos em 1,4 mil porções, quase 300 pinos de cocaína e mais de 2 mil pinos de crack. Ela levava ainda na bagagem 152 frascos de um líquido semelhante a lança-perfume e R$ 970 em dinheiro. A mulher estava com o filho mais novo no colo, quando foi presa na rodoviária da cidade.
Segundo a encarregada da Proteção Social, Neide Brito de Moura, as crianças são encaminhadas de várias maneiras para os abrigos. “São todos encaminhados pela Vara da Infância e da Juventude. Quando acontece uma situação em que a mãe vai ser presa por algum motivo, ou então quando a criança não tem a família, então é trazido para o serviço de acolhimento.”, explica.
Rotina de casa
Para tentar ajudar essas crianças, a rotina deve ser normal para quem vive em casas de acolhimento, ou seja, tem hora de brincar e hora de estudar. Além de cuidar das necessidades das crianças, os funcionários da instituição têm um papel ainda mais importante na formação dos jovens. “Nós somos uma referência para eles. Não somos família, mas somos uma referência na vida deles. É como fazemos com nossos filhos, devemos educar”, conta Andréa Carrera, assistente social.
Menos tempo possível
Por um pedido do juiz da Vara da Infância e Juventude, os jovens não podem dar entrevista, mas contaram que preferem viver no abrigo do que na casa dos pais.
“De imediato, as crianças são encaminhadas para os abrigos até que se recoloque na família. Geralmente, tios avós, e outros parentes assumem a guarda dessas crianças”, explica o promotor da infância e juventude, Jurandir Afonso Ferreira.
Fonte: G1
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