Marília despenca no ranking de admissões
terça-feira, 26 de abril de 2011A cidade de Marília ficou em 314º lugar no ranking das 350 cidades com mais de 10 mil habitantes em admissão e demissões no mês de março. Depois de encerrar o bimestre com saldo positivo (janeiro 326 postos abertos e fevereiro com 158), dados apresentados pelo Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados do Estado de São Paulo (Caged) mostram queda significativa no mês de março.
No período foram registradas 2.057 contratações ante 2.110 dispensas. Diferença a menor de 53 postos de trabalho. O órgão ligado ao Ministério do Emprego e Relações do Trabalho ainda não divulgou quais os ramos de atividade foram os mais afetados pelo desemprego.
No entanto, apesar do saldo negativo, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, houve um avanço de 37,67% nas contratações; subiu de 4.934 de janeiro a março de 2010 para 6.793 este ano e um aumento de 29,49% nas baixas. Nos primeiros três meses do ano passado 4.913 perderam o emprego. Este ano, foram 6.362.
Segundo os dados do Caged, Marília ficou atrás de Presidente Prudente que garantiu a 126ª posição no ranking, com 2.446 admissões e 2.374 demissões (saldo de 72); de Bauru, 25º lugar com 5.795 contratações e 5.360 baixas (saldo de 435) e Araçatuba que fechou o mês de março em nono lugar, com 2.751 admissões e 1.962 dispensas (789).
De acordo com o cadastro em março deste ano foram gerados 61.001 empregos celetistas, o que representou expansão de 0,52% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Em termos absolutos, esse desempenho é o melhor da Região Sudeste e do país. O resultado foi motivado principalmente da geração de empregos nos setores de Serviços ( 27.696 postos), da Indústria de Transformação ( 15.128 postos) e da Agropecuária ( 11.319 postos).
O comportamento modesto em relação aos dois meses anteriores pode ser justificado, em parte, pela antecipação de contratações realizadas pelos estabelecimentos no mês de fevereiro e pela redução do número de dias úteis em março, devido ao período de Carnaval.
Conforme avaliou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, é preciso aguardar os próximos meses para que seja possível observar alguma mudança de rumo no crescimento da empregabilidade no país. A expectativa é de que em abril o emprego formal cresca ainda mais.
“Março foi um mês atípico, e o resultado não tem, ainda, a meu ver, relação com uma possível desaceleração da economia. O mercado de trabalho está muito ligado ao mercado interno, e não vejo demonstrações claras de desaquecimento; pelo contrário, o Brasil continua produzindo muito e vendendo para os brasileiros”, afirmou o ministro.
Fonte: Jornal da Manhã


