Família decora casa no Natal e atrai 25 mil pessoas em Marília
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012Casa de madeira, cercas baixas e brancas, quintal extenso e grama verdinha, é assim a casa da família de Lina Trevisan Gabaldi, em Marília, no interior do estado de São Paulo. O lugar que já se destaca no bairro, ganha uma decoração especial de Natal há 17 anos. A dona de casa faz questão de manter a tradição e chega a receber de 20 a 25 mil pessoas todos os anos, entre novembro e janeiro.
Ela conta que a tradição começou quando, nos anos 90, seu filho passou uma temporada de intercâmbio nos EUA e trouxe de presente as lâmpadas, que até então, eram novidade no Brasil. “Ele trouxe alguns jogos de luzes e eu decorei. Passaram aqui na frente e tiveram a ideia do concurso “Natal Iluminado”, que era realizado na cidade. Durou só uns quatro anos, mas eu continuei decorando”, conta.
Na casa até o bom velhinho comparece. Aliás, o lugar é conhecido na cidade como a casa do Papai Noel. Crianças de todas as idades, adultos e idosos visitam a casa. Os pequenos levam suas cartinhas e de volta ganham doces. Já os mais velhos, se emocionam e segundo Lina, são os que mais comparecem. Até idosas de 90 anos fazem questão de conferir a decoração.
“Todos os dias as pessoas vêm e me agradecem, os adultos choram muito, se emocionam. Quando chega essa época não têm como não entrar no clima, e se vierem aqui entram obrigatoriamente. Ficamos vulneráveis, emotivos”, afirma Lina.
Neste ano, Lina demorou de 12 a 15 dias para montar tudo. A casa foi enfeitada com cerca de 10.800 lâmpadas de led, árvores brancas, estrelas, bonecos de neve, laços, etc., tudo feito por ela. “Faço tudo sozinha, laços, luzes, Papai Noel eu também confecciono. Todo ano tem novidade. Tudo eu faço: as árvores eu pinto, busco galhos, escolho os mais secos para representar a estação fria”, explica.
Lina conta que o que mais a motiva a manter a tradição são os visitantes. “As crianças, o pessoal que vem aqui, isso me motiva. Meu filho se casou, tem um filho de 2 anos e meio, obrigatoriamente eu tenho que continuar por ele. E podem vir mais netos ainda. E todo mundo gosta, meu neto está apaixonado”.
E com tanta gente passando por essa casa, é claro que não podia faltar uma história emocionante. Lina conta que, em 2008, uma sobrinha foi diagnosticada com câncer de mama. Neste mesmo ano ela resolveu que não faria a decoração, para se dedicar totalmente aos cuidados da moça. Mas ela recebeu um pedido: a sobrinha, então com 31 anos, disse que queria o melhor Natal de sua vida.
A decoração foi mudada, de vermelho, passou a ser branca e prata para lembrar a neve, que a sobrinha tanto queria conhecer. Mas naquele ano, infelizmente uma má notícia veio justamente no dia 25 de dezembro. A moça faleceu. Apesar do momento de tristeza, a família não deixou que as luzes se apagassem, literalmente. Fecharam os portões, mas mantiveram acesas as lâmpadas e a tradição do Natal.
“Foi a surpresa maior porque eu jamais esperava isso, eu tinha a esperança até da cura. E ela morreu no dia de Natal, e eu que fiz o Natal a vida toda achei uma injustiça. Tirei a música, fechei o portão, mas mantive as luzes”, conta emocionada.
Fonte: G1
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