Redução no número de alunos por classe é bem recebida em Marília
segunda-feira, 19 de novembro de 2012Uma lei aprovada em Brasília vai obrigar o primeiro e segundo anos do ensino fundamental a limitarem o número de alunos por salas de aula. E a medida foi bem recebida em Marília (SP). A mudança vale para escolas públicas e particulares de todo o país. Ela atende a uma reivindicação antiga do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo.
O diretor da Apeoesp na região comemora a medida, mas reclama que o limite de alunos demorou a ser adotado pelo governo. “Nós vemos isso como um avanço porque esse módulo já existe no mundo desenvolvido. É um módulo ideal. Não apenas da 1ª e 2ª séries. Seria bom que isso fosse estendido às demais séries. Porque hoje o trabalho do professor em sala de aula é muito difícil devido à indisciplina escolar”, aponta Juvenal Aguiar.
O projeto, de autoria do senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, prevê que na pré-escola e nos dois primeiros anos do ensino fundamental as salas sejam formadas por no máximo 25 estudantes. Nos demais anos do ensino fundamental e no ensino médio esse número sobe para 35 alunos por classe. De acordo com a justificativa da lei, o objetivo é melhorar o aprendizado nas escolas.
“Quando o professor tem 40 alunos na sala dele, o trabalho fica quase impossível. Com 20 alunos ele tem liberdade para trabalhar quase que individualmente com cada um. Ele vai dar atenção para um aluno, depois dá atenção para outro aluno. O estudante que tem mais problema vai poder ficar mais tempo com o professor. É um trabalho coletivo e passa a ser também individualizado. O que é impossível em uma sala com 40 alunos”, informa o presidente da Apeoesp.
Com a nova lei isso deve mudar na opinião da professora Dulce Maria Pompe Franco, da rede estadual de Marília. Segundo ela, é difícil controlar uma classe com 40 ou 50 estudantes. “Eles estão extremamente adiantados, evoluídos. E corre para lá, corre para cá. Então você não tem como direcionar sua atenção. Com essa lei de 25 alunos irá melhorar muito. Não devia ser só para as duas primeiras séries, devia ser para todas”, afirma.
A mãe de um aluno da oitava série do ensino fundamental, Cássia Cordeiro, já ouviu diversas vezes do filho o que muitas vezes acontece em classes numerosas. “Muita conversa, muita bagunça. Nem todos os professores conseguem administrar as salas e colocar os alunos no seu devido lugar. Agora o professor terá como atender melhor o interesse dos alunos”, avalia.
Fonte: G1
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