Polícia investiga agressão contra aluna na sala de aula em Marília
quinta-feira, 26 de abril de 2012A polícia investiga a agressão contra um adolescente de 15 anos por outros estudantes dentro de uma escola estadual, na zona oeste da cidade de Marília, SP, nesta quarta-feira (25). Segundo a própria vítima, outros três adolescentes a agrediram com socos, pontapés e até uma carteira teria sido usada. No momento da agressão o professor não estava na sala de aula.
“Tudo começou quando uma menina chegou para mim e disse que eu estava encarando ela, mas, eu disse que não estava fazendo isso. Antes dela sair de perto de mim, puxou meu cabelo e disse parar de encará-la. Então eu xinguei a menina”, explicou a vítima. A adolescente contou que essa briga aconteceu na segunda-feira e nesta quarta houve a agressão dos outros estudantes.
“Hoje teve uma aula vaga, foi quando ela se aproximou com as amigas, uma turma, sete ou oito meninas. Três delas vieram até a minha carteira e perguntaram por que eu tinha xingado a menina. Eu disse que xinguei porque ela havia puxado meu cabelo, e elas vieram para cima, já me batendo e pegaram até a carteira para me bater”, afirma.
O caso foi parar na delegacia. A mãe da estudante agredida registrou boletim de ocorrência. Ela quer que as alunas responsáveis pela agressão sejam punidas pela diretoria da escola.
“Eu acho ridículo o que está acontecendo na escola. O local foi feito para estudar, não foi feito para abrigar vândalos. E outra, a direção da escola não tá nem aí com nada. Agrediram a minha filha fisicamente dentro da sala de aula, na presença de professores e diretores. Não acionaram a polícia e acharam normal. Minha filha foi agredida lá e só fiquei sabendo porque minha irmã foi até a escola e me ligou”, ressaltou Márcia Bezzerra Sérgio. A mãe afirma ainda que pensa em tirar a filha da escola.
Projeto e punições
Um projeto de lei de uma deputada do Paraná que tramita na Câmara Federal prevê punições mais rigorosas para casos como este. A proposta é que estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento sejam suspensos da escola. Se o aluno for reincidente o projeto propõe que ele seja encaminhado para a Justiça.
O delegado Emir Girotto responsável pelo caso disse que, além da vítima, deve ouvir as quatro estudantes que participaram da agressão. Já a Secretaria da Educação do Estado informou que a agressora será suspensa e que a direção da Escola Estadual Vereador Sebastião Mônaco, convocou os responsáveis pelas alunas para uma reunião
Fonte: G1
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