Entrega de casas na zona sul de Marília já atrasa 4 meses e revolta moradores
quinta-feira, 22 de março de 2012A entrega das chaves das 246 casas do programa federal Minha Casa Minha Vida que estão sendo construídas no empreendimento Altos do Nova Marília, na zona sul da cidade, já completa quatro meses de atraso.
Segundo informações publicadas no site da prefeitura em abril de 2011 o empreendimento deveria ter sido entregue no final do segundo semestre do ano passado, mas até o momento as unidades estão na fase de acabamento. Novo prazo estipulado pela CEF (Caixa Econômica Federal) para entrega aos beneficiados é o final do mês de abril. Em nota a assessoria da CEF afirma que a previsão inicial de entrega era para o dia 30 de janeiro, porém devido ao período de chuvas a conclusão da infraestrutura foi prejudicada o que influenciou no prazo para conclusão. Além disso, o banco também alega pendências em relação à licença ambiental.
Moradores que foram contemplados em sorteio realizado pela prefeitura de Marília em setembro de 2010 já estão revoltados com o atraso da entrega. A dona de casa Rosalina Maciel, 30, é uma das beneficiárias sorteadas para as unidades do empreendimento e com a demora está correndo risco de perder a casa onde mora pagando R$ 275 de aluguel. “Disseram que iam entregar as casas no ano passado, meu contrato já venceu. O proprietário está mandando outras pessoas para ver a casa”.
Rosalina é mãe de três filhos pequenos e hoje está desempregada. Segundo ela o sonho da casa própria está sendo adiado e se transformando num pesadelo.
De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa os sorteios dos números das residências serão realizados também em abril.
Casal perde residência após ser contemplado
O sonho da casa própria está ficando cada vez mais distante da realidade do casal Meire Ellen Sanavia, 25, e Everton Rodrigues Molina, 29. Eles foram contemplados no sorteio, mas na fase final do empreendimento perderam direito a moradia. Os dois entraram com recurso para reverter o caso.
Segundo Molina o motivo alegado pela CEF para o cancelamento do benefício é decorrente de um empréstimo de R$ 1.800 realizado há 10 anos. O dinheiro foi utilizado para construção de uma cobertura na residência, onde mora provisoriamente na casa de parentes.
Segundo Meire se o casal soubesse dos prejuízos não teria construído nos fundos da residência da sogra.
O documento da CEF que indefere o recurso impetrado pelo casal afirma que o impedimento foi decorrente de contratação de financiamento, o que na época não era permitido, e fez com que o beneficiário não preenchesse os requisitos para enquadramento no Programa Minha Casa Minha Vida.
Fonte: Diário de Marília
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espero que de tudo certo com os contenplados pois é dificil quando agente conquista sua casa propria e sabe que esta quase perdendo por algum motivo ,mas que Deus abençoe todos nos que precisamos da nossa casa!