Aluguel na zona sul de Marília tem reajuste de até 100%
quinta-feira, 15 de março de 2012Comerciantes instalados na Avenida João Ramalho, zona sul de Marília, no interior de São Paulo, estão sofrendo com os valores dos aluguéis. Os proprietários de imóveis estariam abusando nos reajustes e, como consequência, espantado os lojistas da região. Nos últimos três anos, pelo menos 55 lojas fecharam as portas por conta do problema. Em agluns casos, o valor dobrou.
A avenida é uma das mais importantes da cidade. Alguns imóveis têm aluguel igual ao da área Central, o local mais valorizado de Marília. Tem proprietário reajustando o aluguel com valor bem acima do indicado pelo Índice Geral de Pesos e Medidas (IGPM), que neste mês ficou em 3.44%. Em alguns lugares, o reajuste foi de 100%.
Delva Staachs é uma das comerciantes mais antigas da Avenida João Ramalho. Há 10 anos a empresária luta para manter o negócio aberto. Ela garante que só resistiu porque consegue negociar o aluguel diretamente com o dono do imóvel.
Já o dono do imóvel onde Meire Farias mantém o salão de beleza queria reajustar o aluguel de R$ 700 para R$ 1.400. Ela conseguiu negociar o valor e manter o salão aberto. Mas nem todos os comerciantes da região tem a mesma sorte.
O aluguel de um imóvel pequeno não sai por menos de R$ 1 mil. Segundo um levantamento feito pelos comerciantes da região, nos últimos três anos, 55 lojas fecharam as portas por causa do alto valor do aluguel.
Para o delegado do Conselho Regional de Corretores de imóveis (Creci), Hederaldo Beneti, a supervalorização do aluguel está ligada ao potencial do comércio da região, que pode ser comparada ao centro de Marília.
Segundo o economista Eduardo Rino, o reajuste do aluguel depende do contrato firmado entre o dono do imóvel e o comerciante. Ele ressalta que, normalmente, é o IGPM que indica a porcentagem para mais ou menos. Caso o contrato apresentar que o reajuste é sobre o IGPM e o dono do imóvel exigir um valor maior é possível levar o caso à Justiça.
Fonte: G1
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