Famílias invadem casas inacabadas de programa habitacional em Marília
quarta-feira, 8 de agosto de 2012Em Marília, SP, algumas casas do programa Minha Casa Minha Vida, não entraram no sorteio da Caixa Econômica Federal, porque não estavam concluídas, faltavam itens de necessidade básica, como sanitários. Mesmo inacabadas, as casas foram invadidas por famílias desesperadas. A maioria não tinha onde viver, outras moravam em locais de risco.
Algumas inclusive compraram e instalaram os objetos que estavam faltando nos imóveis. E agora, essas famílias tentam uma brecha na Justiça para conseguir o direito de morar no local. Shirley de Sá mora com o marido e a filha na casa popular há cerca de três meses. Eles mudaram para o local depois de descobrir que alguns imóveis estavam vazios. “Fiquei sabendo pela população daqui mesmo. Aí nós não tínhamos onde morar, pegamos as coisas pra cá. Já vai fazer uns dois ou três meses. Tem a menininha que mora comigo e nós não temos onde ficar”, afirma a dona de casa.
Nove, das 246 casas do conjunto habitacional na zona sul de Marília, não entraram no sorteio. As moradias foram construídas pelo programa do governo federal e entregues aos moradores quatro meses atrás.
Pedro dos Santos Júnior diz que os imóveis não foram invadidos porque a chave estava na porta. “Estava abandonada, cheia de mato, sem pintar. Aí o pessoal viu a casa e entrou”, ressalta o eletricista.
E quem ocupou as casas agora não quer ir embora do bairro e o caso foi parar na Justiça. O advogado que representa as famílias entrou com um pedido de liminar para que elas permaneçam nos imóveis. Outra possibilidade é que o Estado seja obrigado a pagar um aluguel social.
O benefício está previsto na legislação estadual para famílias que vivem em área de risco, em condições subumanas ou que tiveram a casa atingida por uma catástrofe. Segundo a lei, o governo do Estado teria que alugar imóveis privados no valor de até R$500 para abrigar essas pessoas. De acordo com um levantamento realizado em Marília existem 1500 famílias vivendo em área de risco e outras 4500 morando em favelas. Apesar da lei, este defensor público diz que cada caso é analisado individualmente.
Fonte: G1


