Falta de estrutura atrapalha trabalho da Polícia Científica em Marília
sexta-feira, 19 de abril de 2013Prédio antigo, instalações inadequadas e elevador quebrado fazem parte da situação da Polícia Científica de Marília(SP), responsável pela emissão de laudos usados em processos, sendo a maioria criminal. E ainda tem a falta de equipamentos modernos, que acaba atrasando o trabalho de investigação, já que o material recolhido nos locais de crimes é enviado para a cidade de SP.
O prédio onde atualmente funciona o Núcleo de Perícias Criminais fica nos fundos da Delegacia Seccional. O edifício é antigo e apresenta problemas, um deles, de acessibilidade.
Os elevadores não funcionam e as pessoas precisam subir dois andares de escadas para serem atendidas. Sem espaço nas salas e sem investimentos em novos equipamentos, os funcionários enfrentam outro desafio: a elaboração de laudos que auxiliem na investigação de crimes muitas vezes tem que ser feita fora de Marília.
“Eu tenho condições de hoje dizer que é sangue e é sangue humano. Agora, eu não posso dizer que aquele sangue humano que está naquela roupa pertence àquela vítima sem ter feito um exame de DNA. Então, no caso, teria que estar encaminhando para a nossa sede em São Paulo. O próprio Código Penal diz que nós temos no máximo 10 dias, dependendo da situação, ou 30 dias, para a confecção de um laudo pericial. Não sai”, afirma o diretor do órgão, Iberê Silvestre.
Situação que poderia ser resolvida com a construção de um novo prédio que abrigará o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Científica já tem uma verba de R$ 4 milhões, cedida pelo governo do estado. O problema é a falta de espaço. Ainda falta a prefeitura de Marília ceder um terreno para a construção das novas instalações. Uma área de 3 mil metros quadrados já pertence à polícia. Ela fica próxima à Rodovia do Contorno, no bairro Fragata. No entanto, o departamento quer que o município faça uma doação da área ao lado para comportar a construção.
Segundo a prefeitura, o tema está sendo estudado para se enquadrar na lei de zoneamento. Isso quer dizer que é preciso analisar a legislação antes de permitir a construção na cidade de Marília de um determinado tipo de edifício em um bairro da cidade. “É um assunto diferente que até na nossa legislação que nós estamos estudando não tem nada definido. Então a gente está pesquisando para ver onde ela se enquadra para poder estudar e definir qual local pode ser implantado. Iremos verificar em outras cidades como foi implantado, qual o tipo de projeto foi implantado para a gente definir aqui em Marília qual é a melhor localização dessa implantação”, explica o secretário de planejamento da cidade, Valdemir Pimentel.
Para o delegado seccional de Marília, a elaboração mais rápida de laudos ajuda o trabalho de investigação da Polícia Civil. “Isso contribui e muito para os atos de Polícia Judiciária, até porque quase todos os nossos inquéritos exigem de um tipo ou outro de laudo pericial. Se eles puderem ser confeccionados na cidade de Marília evitará que essa elaboração seja feita pelos institutos já existentes na cidade de São Paulo. E com isso nós ganharíamos um tempo muito significativo para a celeridade dos inquéritos policiais”, avisa Luís Fernando Quinteiro.
Fonte: G1


