{"id":923,"date":"2012-07-24T00:53:30","date_gmt":"2012-07-24T03:53:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontramarilia.com.br\/noticias\/?p=923"},"modified":"2013-08-13T18:27:13","modified_gmt":"2013-08-13T21:27:13","slug":"escavacao-de-fosseis-de-dinossauro-e-retomada-em-marilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontramarilia.com.br\/noticias\/escavacao-de-fosseis-de-dinossauro-e-retomada-em-marilia\/","title":{"rendered":"Escava\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis de dinossauro \u00e9 retomada em Mar\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>As escava\u00e7\u00f5es de f\u00f3sseis do titanossauro, que foi descoberto em 2009 na regi\u00e3o de\u00a0Mar\u00edlia, SP, foram retomadas neste final de semana. As escava\u00e7\u00f5es s\u00e3o realizadas por meio de parceria entre o Museu de Paleontologia, a Universidade de Bras\u00edlia (UNB), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Funda\u00e7\u00e3o Educacional de Fernand\u00f3polis.<\/p>\n<p>Segundo o paleont\u00f3logo e coordenador do Museu de Paleontologia, William Nava, esta quarta etapa de escava\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m uma equipe de cinegrafistas da UNB que vai produzir um document\u00e1rio sobre as escava\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cEstaremos em aproximadamente 10 pessoas, mas nem todos estar\u00e3o envolvidos na escava\u00e7\u00e3o, e esperamos at\u00e9 o dia 15 de agosto atingir os resultados esperados, ou seja, retirar se n\u00e3o todo, ao menos parte dos f\u00f3sseis do titanossauro e trazer para o museu ou local mais adequado para que posteriormente esses f\u00f3sseis possam ser retirados das rochas e se inicie o estudo anat\u00f4mico de cada um deles, processo que costuma demorar meses ou mesmo anos\u201d, explica Nava.<\/p>\n<p>O titanossauro foi uma esp\u00e9cie de herb\u00edvoro, quadr\u00fapede, que media aproximadamente 13 metros de comprimento e viveu no per\u00edodo cret\u00e1ceo, h\u00e1 cerca de 100 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>O paleont\u00f3logo Willian Nava coordena as escava\u00e7\u00f5es do titanossauro juntamente com o ge\u00f3logo e paleont\u00f3logo da UNB, Rodrigo Miloni Santussi, e o bi\u00f3logo e paleont\u00f3logo da UFRGS, Marco Brandalise de Andrade.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio municipal da Cultura, Andr\u00e9 Gomes, destaca que o titanossauro \u00e9 patrim\u00f4nio cientifico cultural de Mar\u00edlia e regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEste titanossauro \u00e9 importante, porque al\u00e9m de toda a descoberta no campo cient\u00edfico, ir\u00e1 beneficiar tamb\u00e9m a comunidade, pois o titanossouro n\u00e3o ir\u00e1 para um grande Museu nas capitais do Brasil ou do mundo, e sim permanecer\u00e1 em Mar\u00edlia como patrim\u00f4nio de todos os marilienses\u201d, finaliza Gomes.<\/p>\n<p>Descoberta<br \/>\nA localiza\u00e7\u00e3o do f\u00f3ssil de titanossauro pode ser considerada uma lacuna no tempo: essencial para que se possa entender a diversidade da natureza e a nossa hist\u00f3ria evolutiva. O ge\u00f3logo e paleont\u00f3logo da UNB, Rodrigo Miloni Santussi, explica que essa fase da escava\u00e7\u00e3o \u00e9 um momento decisivo porque \u00e9 a fase da coleta do material a ser estudado e posteriormente preservado.<\/p>\n<p>\u201cDepois de retirar o esqueleto do animal, iremos lev\u00e1-lo para o Museu de Paleontologia, que \u00e9 um ambiente mais est\u00e1vel e seguro para sua preserva\u00e7\u00e3o e logo ap\u00f3s, estudar o material, ou seja, compreender sua biologia e fazer compara\u00e7\u00f5es com outros dinossauros j\u00e1 conhecidos. Do ponto de vista evolutivo ele vai fornecer muitas informa\u00e7\u00f5es para compreendermos a hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o do nosso planeta\u201d, explica o ge\u00f3logo.<\/p>\n<p>O ge\u00f3logo ainda salienta que o estudo das rochas no local onde est\u00e1 o f\u00f3ssil \u00e9 importante para a pesquisa porque fornece informa\u00e7\u00f5es do que acontecia naquela regi\u00e3o: como e aonde o animal morreu e quais condi\u00e7\u00f5es ambientais eram as reinantes na \u00e9poca que esse dinossauro vivia. O bi\u00f3logo e paleont\u00f3logo da UFRGS, Marco Brandalise de Andrade, destaca que tamb\u00e9m faz parte do trabalho do paleont\u00f3logo registrar da melhor maneira poss\u00edvel a retirada do material porque esta a\u00e7\u00e3o fornece subs\u00eddios para a compreens\u00e3o do dinossauro e do contexto em que ele existiu, al\u00e9m de poder reconstituir aquilo que era Mar\u00edlia h\u00e1 70 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u201cUm tempo que \u00e9 dif\u00edcil a gente entender s\u00f3 em n\u00fameros, 70 milh\u00f5es de anos \u00e9 muito tempo para n\u00f3s, mas \u00e0 medida que registramos os acontecimentos temos condi\u00e7\u00f5es de reconstruir melhor a id\u00e9ia do que era a regi\u00e3o de Mar\u00edlia, como era sua ecologia e como chegou a ser o que \u00e9 hoje, ou seja, compreender as v\u00e1rias fases, e a transforma\u00e7\u00e3o do planeta. Destaco que \u00e9 importante este registro do per\u00edodo cret\u00e1ceo, porque pouco depois quase n\u00e3o h\u00e1 registro de dinossauros\u201d, finaliza o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As escava\u00e7\u00f5es de f\u00f3sseis do titanossauro, que foi descoberto em 2009 na regi\u00e3o de\u00a0Mar\u00edlia, SP, foram retomadas neste final de semana. As escava\u00e7\u00f5es s\u00e3o realizadas por meio de parceria entre o Museu de Paleontologia, a Universidade de Bras\u00edlia (UNB), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Funda\u00e7\u00e3o Educacional de Fernand\u00f3polis. 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