Zoonoses de Marília manda 20 amostras de cães para análise no Instituto Adolfo Lutz

terça-feira, 29 de março de 2011


No último sábado a Divisão de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde coletou amostras de 20 cães na zona leste, todos domiciliados. O sangue será analisado pelo Instituto Adolfo Lutz (do Estado) e vai indicar se Marília tem animais contaminados. O mosquito palha, presente nessa região, representa um risco porque pode transmitir o protozoário da leishmaniose de um cachorro para o outro e do cão para o homem.

A Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), ligada a Secretaria de Estado da Saúde, realiza um trabalho preventivo nos municípios, com armadilhas do mosquito palha em todas as áreas para detectar a presença do inseto. A ação acontece de outubro a abril, período de calor.

Em Marília a Sucen nunca havia encontrado o mosquito palha antes. A novidade em 2011 abre novas preocupações para a Saúde Municipal, que a partir da identificação do mosquito na zona leste iniciou o inquérito canino.

Esse é o primeiro passo. Por enquanto, como não há confirmação do mosquito em outras áreas, não será feita vigilância em humanos. A área onde foi encontrado o mosquito palha pega parte dos bairros Cascata, Aeroporto e Altaneira.

Segundo o coordenador de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses, Lupércio Lopes Garrido Neto, essa região é de característica silvestre pelos itambés, bosque, fazenda Cascata, propícia para o mosquito palha, que se reproduz em matéria orgânica. O inquérito canino será continuado aos sábados, com maior facilidade de encontrar os proprietários em casa.

“Precisamos de informações o mais precisas possível, como raça, idade, antecedentes de saúde, histórico de vacinas, se o animal foi trazido de outro município, etc. Além disso, o dono do animal precisa autorizar a coleta de sangue e auxiliar no procedimento para reduzir riscos de acidentes”.

Lupércio Garrido explicou que por causa da minúcia do trabalho, é que foram coletadas apenas 20 amostras no primeiro sábado. “Vamos examinar de 400 a 500 cães na zona leste”, disse.

O sangue foi encaminhado ao laboratório da Unimar (Universidade de Marília) para separação do plasma, que vai para o Instituto Adolfo Lutz. “A demanda do Lutz regional é grande em função das solicitações dos outros municípios de sua abrangência. Nossas primeiras 20 amostras serão analisadas na próxima semana”, informou o coordenador.

Mosquito pode se deslocar para outras regiões

Se o mosquito palha se deslocar para outras regiões da cidade, o que pode ser identificado pela Sucen a qualquer momento, muda a estratégia de ação do município, que precisa ampliar e intensificar o trabalho imediatamente, com busca da doença não só em cães, mas em humanos. Animais contaminados passam por eutanásia para evitar uma epidemia de LVA (Leishmaniose Visceral Americana) na população canina ou e, principalmente, na população humana.

Fonte: Jornal da Manhã



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